País deverá expandir energia eólica
Dois meses depois das explosões e do vazamento da radiação da usina nuclear Fukushima Daiichi nuclear, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou que o país não construirá mais reatores nucleares. Se esta for mesmo a intenção, o governo terá de abandonar um plano de expansão de energia nuclear adotado há apenas um ano. Para compensar, Kan tem planos ambiciosos de uso de renováveis.
Isto deve significar energia eólica, de acordo com um relatório divulgado no mês passado pelo Ministério do Ambiente. Há um "potencial extremamente grande de introdução de geração de energia eólica", diz o documento, e especialmente no noroste, a área atingida pelo tsunami. "O potencial do vento é enorme pela contribuição da longa costa japonesa", concorda Tetsunari Iida, fundador do Instituto de Políticas de Energia Sustentável em Tóquio, que advoga que o país use 100% de renováveis até 2050. No momento, apenas 3% da eletricidade do papão é gerada por plantas solares, eólicas e geotérmicas.
O relatório estima que o Japão pode instalar turbinas eólicas com capacidade acima de 1500 GW. Mas estimativas mais realistas no mesmo documento sugerem que, com incentivos financeiros apropriados, as instalações deverão ser de turbinas de 24 a 140 GW. Assumindo que elas operem com um quarto desta capacidade, poderão fornecer em média até 35 GW, ou a produção combinada de 40 das 54 usinas nucleares exisentes no Japão. A energia solar também poderá ser usada, contribuindo com 69 a 100 gigawatts sem ocupação de áreas cultiváveis.
Uma mudança para renováveis vai requerer investimentos enormes em infraestrutura. Elas teriam de ser pagas com a oferta de tarifas especiais como incentivos, para fornecedores que alimentarão a grade com fontes renováveis. Por coincidência, em 21 de março, dia do desastre, o gabinete japonês tinha discutido medidas justamente para isto. Elas se encontram em debate no Parlamento. A contribuição de renováveis para o fornecimento de eletricidade no Japão é atualmente quase estática, tendo aumentado de 3.1% para 3.3% de 2008 a 2009, informa a New Scientist.
Foto: Paul J Everett/Creative Commons
Dois meses depois das explosões e do vazamento da radiação da usina nuclear Fukushima Daiichi nuclear, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou que o país não construirá mais reatores nucleares. Se esta for mesmo a intenção, o governo terá de abandonar um plano de expansão de energia nuclear adotado há apenas um ano. Para compensar, Kan tem planos ambiciosos de uso de renováveis.
Isto deve significar energia eólica, de acordo com um relatório divulgado no mês passado pelo Ministério do Ambiente. Há um "potencial extremamente grande de introdução de geração de energia eólica", diz o documento, e especialmente no noroste, a área atingida pelo tsunami. "O potencial do vento é enorme pela contribuição da longa costa japonesa", concorda Tetsunari Iida, fundador do Instituto de Políticas de Energia Sustentável em Tóquio, que advoga que o país use 100% de renováveis até 2050. No momento, apenas 3% da eletricidade do papão é gerada por plantas solares, eólicas e geotérmicas.
O relatório estima que o Japão pode instalar turbinas eólicas com capacidade acima de 1500 GW. Mas estimativas mais realistas no mesmo documento sugerem que, com incentivos financeiros apropriados, as instalações deverão ser de turbinas de 24 a 140 GW. Assumindo que elas operem com um quarto desta capacidade, poderão fornecer em média até 35 GW, ou a produção combinada de 40 das 54 usinas nucleares exisentes no Japão. A energia solar também poderá ser usada, contribuindo com 69 a 100 gigawatts sem ocupação de áreas cultiváveis.
Uma mudança para renováveis vai requerer investimentos enormes em infraestrutura. Elas teriam de ser pagas com a oferta de tarifas especiais como incentivos, para fornecedores que alimentarão a grade com fontes renováveis. Por coincidência, em 21 de março, dia do desastre, o gabinete japonês tinha discutido medidas justamente para isto. Elas se encontram em debate no Parlamento. A contribuição de renováveis para o fornecimento de eletricidade no Japão é atualmente quase estática, tendo aumentado de 3.1% para 3.3% de 2008 a 2009, informa a New Scientist.
Foto: Paul J Everett/Creative Commons

Nenhum comentário:
Postar um comentário